quarta-feira, 13 de julho de 2016

Livro: Leitura Super Rápida de AK Jennings

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Leitura Super Rápida (AK Jennings)

De longe o melhor livro sobre leitura dinâmica que li até o momento!

Totalmente prático, o autor compartilha diversas técnicas para treinar a leitura rápida, corrigir hábitos ruins de leitura e exercitar a velocidade visual e de assimilação. Também nos traz dicas sobre sites para treinar a leitura com marcação de tempo.

Boas técnicas para anotações, registros, memorizações e associações também fazem parte do pacote, pois o livro não trata apenas de como ler rápido mas também de como garantir a assimilação sobre o que se está lendo.

Você pode comprar esse livro pela Amazon neste link.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Coleção Folha As Grandes Guerras Mundiais

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Pra quem gosta de história e fotografia, esta coleção é um prato cheio. Além de muito bem trabalhada, possuí uma coletânea muito boa de referências bibliográficas, citações a personagens além dos popularmente conhecidos e tidos como mais importantes e um acervo fotográfico primoroso.

É fato que, conforme a coleção avança, o conteúdo textual (originais de Richard Overy e da © Carlton Books Ltd., e traduções de Thaïs Costa) vai ficando comprometido (e as vezes com certas redundâncias), mas isso é adequadamente compensado com ilustrações de mapas, reprodução de documentos das épocas tratadas e (repetido) uma documentação fotográfica primorosa. Ao todo são 20 volumes, cronologicamente e tematicamente distribuídos, dos quais os oi primeiros são dedicados à primeira grande guerra da nossa era e os doze restantes à segunda. A saber:

1. As Origens da Primeira Guerra
Impérios a caminho do conflito
2. A Guerra de Trincheiras
O fim do avanço dos exércitos
3. A Vitória a Qualquer Preço
Generais sacrificam tropas por avanços limitados
4. A Guerra Se Torna Mundial
Batalhas na Itália, no Oriente Médio e no Oceano Atlântico
5. A Guerra Total
A mobilização da sociedade civil no esforço de guerra
6. O Conflito Se Arrasta
Tropas exaustas na ofensiva de Nivelle e na batalha de Passchendaele
7. A Última Cartada da Alemanha
A ofensiva do kaiser na primavera
8. Os Capítulos Finais
As últimas batalhas, o colapso da Alemanha, o armistício e a conferência de paz
9. As Origens da Segunda Guerra
A ascenção do Eixo e a eclosão do conflito
10. Blitzkrieg - A Guerra Relâmpago
Estratégia alemã força a retirada dos aliados
11. A Alemanha Firma Suas Posições
O teatro de guerra do mediterrâneo e do norte da África
12. Uma Nova Guerra Mundial
Operação Barbarossa na União Soviética, Pearl Harbor no Pacífico
13. O Eixo no Seu Auge
A Alemanha às portas de Moscou e o Japão hegemônico no leste asiático
14. O Início da Virada
Os aliados vencem em Midway, El Alamein e Stalingrado
15. A Contraofensiva Aliada
Os aliados avançam na África e na Rússia
16. Da Estepe Russa ao Pacífico
Vitórias decisivas dos aliados
17. Novas Frentes, Novas Vitórias
O Dia D na Normandia e as batalhas da Bielorrússia e das Ilhas Marianas
18. A Avalanche Aliada
A derrota do Eixo na França, na Polônia e nas Filipinas
19. O Fim da Guerra Se Aproxima
O Eixo enfraquecido retorna aos seus territórios
20. A Vitória Final
A Segunda Guerra Mundial termina e a Guerra Fria começa

Algumas capas da coleção

 

Das várias coisas interessantes nesse compêndio é o fato de não enfatizar o falso heroísmo (hollywoodiano) daquele país da América do Norte e deixar clara (de forma documental) que sua adesão aos conflitos sempre se deu com base em seus próprios interesses, permanecendo "em cima do muro" (como o governo brasileiro - não o povo) durante a maior parte do tempo. Outro ponto interessante é o retrato de (Winston Leonard Spencer) Churchill não como um brilhante estrategista (ele não era ruim, mas no meu ponto de vista não foi esse seu ponto forte) mas como um político inteligentíssimo e diplomata eficaz, que soube ouvir seus generais, comandantes e outros subordinados tanto quanto seus aliados e compreender com bastante eficácia o ponto de vista dos adversários para, então, poder sobrepujá-los com alianças, tratados e negociações (como a aliança que trouxe a Rússia - finalmente - para o lado dos aliados). Além disso tudo, a coleção retrata a desumanidade e extrema crueldade bestial dos japoneses, revelando-os não apenas com a popular vitimização trágica do ataque atômico (o que também retrata a animalidade do comando militar dos Estados Unidos, nivelando-os) - que era desnecessário visto que a guerra já se encontrava em vias de vitória total para os aliados; a inépcia de Mussolini e ineficácia dos comandos italianos (talvez pela não verdadeira vontade de lutar em uma guerra imbecil e imposta por um idiota). Os textos e documentos também nos mostram como a "guerra por petróleo" no Oriente Médio e os abusos do ocidente já datam de muito tempo, assim como os abandonos, omissões e explorações dos países africanos ainda perduravam (e perduram até hoje, bem sabemos). Também é um dos poucos livros sobre as histórias das guerras que retrata o quando o massacre também se estendeu aos animais que por muito tempo foram usados nas batalhas diretamente ou como meio de transporte de recursos e pessoas.

Enfim, repetindo-me, recomendo a todos que gostam de história, de aprender com os erros humanos (nossos) - para evitá-los principalmente - e para desmascarar as imposições da mídia colonialista ainda tão predominante em nosso tempo. Ouso conceituar esta coleção com oito estrelas, pela riqueza fotográfica, pelas muito boas referências bibliográficas e pela luxuosa encadernação.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo, de Benjamin Alire Sáenz

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“O problema de minha vida é que ela tinha sido ideia de outra pessoa.”

Da mesma forma que uma grande quantidade de pessoas que leu (ou está lendo) esse livro, lá pelo capítulo 5 pude ter a certeza de que não se trata de um outro tipo de "O Mundo de Sofia". É... que pena. Mas o livro não deixa de ser interessante por isso. Pelo contrário, se torna interessante pela sua proposta autêntica, apresentada de forma tranquila, sem exageros e da forma mais humanística possível. Outrossim, o autor fez algo que sempre achei interessante de se ver em um livro - uma trilha sonora. Ou quase isso. Na verdade diversas referências artísticas atemporais são citadas durante a narrativa, o que lhe dá uns pontos positivos a mais. A versão que li é digital (e-book/Kindle), publicado pela editora Seguinte e com tradução de Clemente Pereira.
Afastando-se de ser uma jornada filosófica, o livro nos remete mais a questões psicossociais com possibilidade de referências aos estudos de Piaget e Freud. Os personagens Aristóteles (protagonista) e Dante são dois adolescentes que tentam, durante a narrativa, descobrir diversos "mistérios do universo" porém, conforme crescem, começam a perceber que os tais mistérios não são "do universo" e sim mistérios de si mesmos.

“Eu tinha quinze anos.
Estava entediado.
Estava infeliz.”

(...)
“As vezes achava que ter quinze anos era a pior tragédia de todas.”

A estória se passa no final dos anos 1980 em El Paso (Texas, EUA) e desde o princípio é pontuada por eventos trágicos que influenciam ora o humor ora a prória vida de Aristótes. O primeiro desses eventos (e aí está uma das referências boas do livro) é a citação à queda do avião da banda Los Lobos que mataria quase todos seus integrantes - incluindo o mais conhecido, Ritchie Valens e diminuindo o fato de que é anunciado o aniversário de Waylon Jennings e celebrada sua sobrevivência ao desastre. Uma das canções mais conhecidas dessa banda é La Bamba (ref.: lista no Soundcloud abaixo) - que nos anos 1980 seria o nome do filme biográfico sobre Valens e a banda. (Curiosidade: a narrativa se inicia em junho de 1987, o filme La Bamba foi estreado nos Estados Unidos em julho de 1987.) Imediamente outra referência trágica assume a cena: o desatre de avião no qual faleceu Patsy Cline, e neste momento a canção Crazy é citada e associada às incompreensões de Aristóteles sobre sua mãe, embora segundo o ponto de vista dele, esteja associada aos momentos depressivos de sua mãe. Este é o primeiro momento em que ele revela sua maior afinidade com a sensibilidade e personalidade materna antagonizadas ao comportamento introspecto e (para ele) "misterioso" do pai. Outros situações trágicas vivenciadas direta ou indiretamente por Aristóteles que lhe influenciam negativamente são a prisão do irmão, quando ele ainda era criança, e a experiência do pai na guerra do Vietnã - para não mencionar todas as situações trágicas do romance.

Para Aristóteles o zelo dos país se apresentava muitas vezes como uma auto-punição que se refletia em sua formação, em imposição indireta à ele, devido ao pressuposto fracasso dos mesmos com relação ao irmão mais velho, presidiário, assassino e membro de gangue de rua.

Por mim mesmo. Estava apaixonado por essa expressão. Eu não era muito bom em pedir ajuda, um mal hábito herdado do meu pai.”

A personalidade de Aristóteles é marcada por certa ansiedade pelo futuro, depressividade, egoísmos, inconformidade com a sequência da vida, sarcasmos, visão estigmatizada da sociedade e algumas predisposições preconceituosas sutis. Enquanto isso, seu companheiro de jornada, Dante, manifesta as características contrárias. Dessa forma a obra aposta no conceito de completude por opostos. Enquanto Dante busca afirmar-se sendo o que acredita ser, Aristótels segue com um não reconhecimento de si, uma negação de suas emoções e ideias por acreditar não condizerem com o que ele acredita que deveria ser. Um exemplo interessante é o fato do protagonista negar a figura paterna sempre que lhe surge uma situação de confronto típica da adolescência. A narrativa de Aristóteles tende ao caótico, incerto, a não vivência experimental, enquanto que o personagem Dante - seu oposto complementar - busca a harmonia e a diversidade de experiências. Temos aí mais uma oposição: não há nada de filosófico, lógico ou científico no Aristóteles do romance, em contradição ao filósofo grego de mesmo nome; contrariamente, Dante trás ao leitor o viés poético e humanista, referenciando indiretamente (mas não exatamente) o genial poeta italiano autor de "A Divina Comédia". Ainda nesse aspecto, o personagem principal tende a associar suas características positivas como "herdadas da mãe", enquanto seus aspectos negativos se originam do pai, reforçando seus polos de identidade e negação.

O romance aposta constantemente na temática de luz e sombra, sólido e etéreo, agressividade versus passividade. Toda a dinâmica da obra se baseia no contraste complementar entre os dois adolescentes e no reconhecimento disto pelo protagonista:

“Eu era mais escuro do que ele. E não falo apenas da cor da pele. Ele disse uma vez que eu tinha uma visão trágica do mundo.”

Até certo ponto, acredita-se que o caráter humanista e o elogio à "verdadeira amizade" será a constante da obra mas, infelizmente, como é tendencia nos tempos atuais, a obra estabelece-se como um idílio homossexual (adolescente), o que, a meu ver, desperdiça a boa veia humanística inicial do romance. Por outro lado é necessário reconhecer que uma boa literatura que aborde tal tema também seja socialmente importante.
Particularmente, confesso meu desapontamento com o romance justamente por deixar de lado a grande necessidade humana atual - o culto à fraternidade (perdida) - e ceder à tendência romântica tardia e (sob meu ponto de vista) tão inadequada à nossa era atual. Ainda sob meu ponto de vista, o livro é bem escrito, a tradução é cuidadosa, a edição idem. Desta forma, alimento minha presunção concedendo 6 estrelas a esse livro.